Hamburgueria C6 inaugurada no Mercado de Pinheiros


O Mercado Municipal de Pinheiros ganhou uma hamburgueria, a C6 Burguer. A nova casa serve sanduíches montados com queijos gaúchos e pães feitos sob medida e tem sistema de autosserviço de cerveja.

A informalidade parece ser a característica que une as casas do Mercado de Pinheiros. Esqueça garçons ou mesas individuais, no sacolão que aos poucos se transforma em uma praça de alimentação, a variedade é o trunfo. Se antes era preciso escolher entra o ceviche de Checho, a pizza da Napoli ou cozinha nordestina do Mocotó, desde segunda também é possível colocar o hambúrguer nessa seleção.

O novo C6 Burger – o nome é uma brincadeira com as palavras carvão, calor, carne, cerveja, casual e criativo, termos que definem a proposta da casa – é dos mesmo sócios da Napoli Centrale e ocupa três boxes do lado de fora do mercado. Ali o serviço é mínimo e as bebidas ficam a cargo do cliente.

Hamburguer artesanal servido de maneira prática

A equipe se ocupa mesmo é de comandar a parrilla, a chapa e o arquivo, uma espécie de caixa vermelha com vários compartimentos que grelha, assa e defuma, desenvolvida especialmente para eles – tudo à vista do cliente. A decoração evidencia o fogo: uma das paredes ostenta uma gaiola cheia de carvão e o forro é decorado com lenha.

O carro-chefe da casa, os hambúrgueres, saem tanto da chapa quanto da churrasqueira. Os “puro amasso”, ou, os burgers feitos pelo método smash, que são prensados na chapa sem ser previamente moldados, aparecem em quatro versões de 100g mais clássicas, como o cheese burger (R$ 16) e o cheese bacon (R$ 18) ambos servidos no pão de hambúrguer (produzido na Officina, padaria do sócio Marcos Livi) e com queijo Mãe Natureza, amarelo bem amanteigado, de Pedras Altas (RS), que pode ser encontrada no box dedicado ao Pampas no Mercado.

As versões que saem da parrilla são maiores (170g) e mais elaboradas, como o Carbón (R$ 24) que combina queijo Colonial (RS), bacon com redução de vinagre de vinho colonial, tomate chamuscado e maionese da casa de crem (espécie de raiz-forte típica no Sul), no pão de brioche, bem macio.

Mas o cardápio vai além dos hambúrgueres. Outra sugestão é o pão grafite, feito com carvão ativado e fermentação natural. É assado no forno de pizza da Napoli e finalizado na parrilla. É uma espécie de naam indiano, um pão chato mas bem fofo, e escuro, servido como base para três sanduíches em formato que lembra um taco. Uma opção combina costelinha, abacate, coentro e sour cream ; outra, com pegada árabe, leva kafta e coalhada seca; e o terceiro é uma opção vegetariana de legumes e cogumelos (R$ 21 cada).

Self-service de Cerveja

Para matar a sede, há uma fileira de torneiras de chope em sistema de autosserviço. O cliente compra um cartão (R$ 10 que viram crédito), carrega com o valor que desejar e se serve em umas das oito torneiras, sendo seis de cervejas artesanais rotativas, uma fixa de Heineken e uma de gim tônica. O cliente paga pelo que coloca no copo. A seleção rotativa é assinada pela sommelière Carolina Oda.

“Queremos que o cliente tenha autonomia para operar a chopeira e prove diversos estilos”, explica Livi, que pretende implementar a tecnologia em outros três endereços do grupo, entre eles o bar Quintana e o empório Officina, ambos na zona sul paulistana.

Salvo o gim tônica, os drinques são engarrafados e ficam na geladeira. São duas criações do bartender Marcelo Serrano, o robusto (vodca, amaretto, suco de pêssego e de limão) e um boulevardier com essência de brownie (ambos por R$ 20).